A ofensiva de parlamentares de oposição contra o Banco de Brasília ganhou novo tom após a reunião com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. Nos bastidores políticos do Distrito Federal, cresce a avaliação de que o Banco Central deveria adotar medidas extremas contra a instituição, incluindo uma eventual liquidação, diante das suspeitas e controvérsias envolvendo sua relação com o Banco Master.
Integrantes da oposição afirmam que não há mais espaço para sustentar o discurso de que o BRB atua prioritariamente em defesa de políticas públicas. Para críticos do banco e do governo de Ibaneis Rocha, a instituição teria deixado de cumprir um papel regional estratégico para se transformar em instrumento de expansão financeira e política nacional.
Parlamentares ouvidos nos bastidores afirmam que o avanço do BRB no mercado ocorreu por meio de operações consideradas “temerárias” e de uma aproximação controversa com o Banco Master, alvo frequente de questionamentos no sistema financeiro. Em tom duro, setores da oposição sustentam que o conglomerado formado em torno das duas instituições ampliou influência econômica e política em diversos setores do País, utilizando poder financeiro para fortalecer alianças e ampliar presença no mercado.
A crítica mais recorrente entre adversários do governo distrital é a de que “não há como falar em políticas públicas quando um banco passa a operar prioritariamente para ampliar poder econômico e influência política”. Nos corredores do Congresso e da Câmara Legislativa do DF, opositores defendem que o Banco Central realize uma investigação profunda sobre operações financeiras, aquisição de ativos, estrutura societária e relações comerciais envolvendo BRB e Banco Master.
Apesar das críticas, não há até o momento condenações judiciais definitivas contra o BRB, o Banco Master ou integrantes do Governo do Distrito Federal relacionadas às acusações levantadas por opositores. Ainda assim, o episódio aumentou a pressão política sobre o Banco Central e colocou a atuação do banco público distrital no centro do debate nacional sobre governança, transparência e supervisão do sistema financeiro.