O atacante Vinicius Júnior explicou por que não cobrou o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães na eliminação do Brasil para a Noruega, neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O jogador disse que a decisão foi do técnico Carlo Ancelotti e defendeu o companheiro pelo erro.
Vini chegou a segurar a bola após o árbitro assinalar a penalidade, mas depois a entregou para Bruno Guimarães. O gesto provocou críticas de torcedores, que acusaram “falta de personalidade” do camisa 7. O atleta, no entanto, disse que “nunca fugiu da responsabilidade”.
“O pênalti é decidido antes do jogo. O mister decidiu colocar o Bruno para bater porque ele treinou muito bem nos últimos dias. Infelizmente são ocasiões do jogo, perder e fazer o gol são momentos que passam ali na hora. Infelizmente o Bruno perdeu, espero que não manche a carreira dele dentro da Seleção”, disse Vini.
“Sempre falam que eu nunca fujo da responsabilidade. Não fugi da responsabilidade mais uma vez de bater o pênalti. Eu só quero o melhor para a minha equipe e achava que o Bruno era o melhor batedor do nosso time hoje”, acrescentou.
Foto por ANGELA WEISS / AFP
Explicação de Ancelotti
Ancelotti também falou sobre o tema em entrevista coletiva após a derrota de 2 a 1. Segundo ele, na avaliação da comissão técnica, Bruno Guimarães era o melhor batedor do elenco brasileiro em campo naquele momento.
“Fizemos uma estatística de um ano dos jogadores adversários e dos nossos. O melhor [batedor] da Seleção era o Neymar. Depois vinham Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e, por último, Martinelli. Escolhemos o Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor cobrador entre os que estavam em campo”, justificou o italiano.
No momento da cobrança, Neymar, Igor Thiago e Raphinha estavam no banco de reservas. Por esse motivo, o escolhido de Ancelotti para bater o pênalti foi Bruno Guimarães.
Neymar chegou a entrar no segundo tempo e converteu um pênalti nos acréscimos, quando a Noruega já vencia por 2 a 0. Porém, já era tarde demais. A Seleção não teve tempo para buscar o empate e deu adeus ao sonho do hexa.
Eliminação amarga
Eliminada precocemente, a Seleção Brasileira amarga o maior jejum de sua história desde o primeiro título mundial, em 1958. Até 2030, serão pelo menos 28 anos sem conquistar a taça da Copa do Mundo.
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Vinicius Júnior lamentou a queda, mas reforçou que não irá desistir de recolocar o Brasil no topo.
“Copa do Mundo é sempre um momento muito especial e quando você perde, o baque é muito grande. Acredito que a gente tem que seguir evoluindo, com jogadores mais jovens que vão ter mais oportunidades para melhorar, evoluir para fazer grandes coisas na Seleção e poder voltar a ganhar, que é o nosso maior objetivo. Temos que treinar quatro anos de novo e fazer por merecer para estar aqui novamente”, afirmou.
“O meu papel sempre é tentar oferecer o melhor para a minha equipe, para o meu treinador e para o meu país. Como eu falei em todas as outras entrevistas, eu não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo outra vez”, finalizou.
A delegação brasileira agora recolhe os cacos e se prepara para deixar os Estados Unidos. Os atletas que quiserem se juntar às suas famílias já foram liberados. Os demais retornarão ao Brasil em voo fretado na próxima terça-feira, em horário a definir.
O post Vini defende Guimarães após pênalti perdido e diz: “Não fujo da responsabilidade” apareceu primeiro em Gazeta Esportiva.