Lula e Alcolumbre tentam diálogo e Câmara analisa dividir proposta sobre fim da escala 6×1

Brasília acompanha nesta semana uma tentativa de reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O senador sinalizou ao Palácio do Planalto que deseja conversar pessoalmente com Lula após o desgaste provocado pela rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o SBT News. Nos bastidores, Alcolumbre foi apontado por aliados do governo e integrantes da oposição como um dos principais articuladores da derrota. Auxiliares do presidente do Senado afirmam ainda que o avanço das investigações envolvendo o Banco Master e possíveis fraudes no INSS aumentaram a preocupação do senador, principalmente porque os casos estão sob relatoria do ministro André Mendonça, com quem ele mantém uma relação considerada distante.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta conduz uma rodada de negociações sobre a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. Uma reunião marcada para quarta-feira (13) deve definir como o tema será dividido entre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei que tratará das exceções para diferentes setores da economia. A ideia é deixar a PEC responsável pelas regras gerais da redução da jornada, enquanto o projeto de lei detalharia adaptações específicas para categorias profissionais e atividades econômicas, conforme a Agência Pública informou. O tema também mobiliza o setor produtivo, que pressiona por mudanças no texto, enquanto defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem comprometer a produtividade.

O Senado foca nesta semana em debates ligados à proteção ambiental e aos direitos dos animais. A Comissão de Meio Ambiente analisa, nesta terça-feira (12), um projeto que aumenta a punição para crimes ambientais cometidos em terras indígenas. A proposta surgiu após discussões sobre o avanço da violência e da exploração ilegal em territórios indígenas na Região Norte, especialmente depois do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, em 2022. O texto prevê agravamento de pena para infrações praticadas dentro dessas áreas, numa tentativa de reforçar a proteção jurídica das terras indígenas e desestimular invasões, garimpo ilegal e outros crimes ambientais. 

Na mesma comissão, os senadores discutem mudanças na Lei de Crimes Ambientais para endurecer as penas contra maus-tratos a animais. O debate ganhou força após a repercussão nacional do caso do cão comunitário Orelha, morto em Florianópolis depois de sofrer fortes agressões. A proposta em análise amplia punições e cria novos dispositivos específicos para casos de violência contra animais, em meio à pressão de entidades de proteção animal e parlamentares por regras mais rígidas.

Já no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros retomam a análise da ADI 6304, ação que questiona trechos do chamado Pacote Anticrime. O processo discute se algumas medidas aprovadas pelo Congresso violam garantias previstas na Constituição. Entre os pontos em debate estão regras que ampliaram a possibilidade de confisco de bens de condenados, mudanças na progressão de regime prisional, o aumento do tempo máximo de prisão de 30 para 40 anos e o acordo de não persecução penal, mecanismo que permite negociações entre Ministério Público e investigados antes do início de uma ação criminal. Os autores da ação argumentam que parte dessas medidas enfraquece princípios como a presunção de inocência e a individualização das penas. 

Estão na agenda da semana de 11 a 15 de maio:

DIREITOS HUMANOS

Câmara

STF

MEIO AMBIENTE

Câmara

Senado

POLÍTICA

Câmara

STF

EDUCAÇÃO

Câmara

SAÚDE

Câmara

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

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