O empresário Pablo Marçal (PRTB) oficializou hoje (4) sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, anunciando Antonia de Jesus como vice em uma chapa.
Em seu discurso, Marçal não poupou críticas ao atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), acusando-o de “não ter presença de comando”. Ele provocou o emedebista ao afirmar: “Pode até juntar 11 partidos para defender um fraco, pode até juntar o presidente da República. Está lançado o desafio, qual dos pré-candidatos tem mais energia do que eu?”. Nunes, que conta com uma coligação de 12 partidos, segundo Marçal, o bloqueou nas redes sociais.
Mesmo sem o apoio de Jair Bolsonaro (PL), Marçal se apresenta como o candidato bolsonarista na corrida eleitoral. Ele justificou sua candidatura afirmando a ausência de nomes de direita na disputa. O ex-presidente Bolsonaro apoia a reeleição de Nunes e esteve presente no evento que oficializou a candidatura pelo MDB ontem (3).
Na convenção, Marçal criticou o PT e a crise migratória de venezuelanos no Brasil, além de atacar diretamente Guilherme Boulos (PSOL) e sua candidata a vice, Marta Suplicy (PT). “Tem candidatos que nunca trabalharam na vida e querem dirigir uma cidade do trabalho de São Paulo. O cara não cuida da própria vida e vai cuidar da cidade?”, afirmou Marçal.
Essa é a segunda tentativa de Pablo Marçal na política. Ele já tentou ser candidato à presidência da República e deputado federal pelo PROS, mas teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Marçal busca consolidar sua posição como representante da direita na eleição municipal, em meio a um cenário político fragmentado e competitivo. Sua estratégia inclui ataques diretos aos principais adversários e uma forte ênfase em sua energia e determinação como qualidades superiores às de outros candidatos.