STF decide sobre prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e Senado debate a PEC da escala 6×1

Na reta final dos trabalhos legislativos antes do recesso parlamentar de julho, Brasília deve se concentrar, nesta semana, no Supremo Tribunal Federal e no Senado. O presidente da Casa Legislativa, Davi Alcolumbre (União-AP), deve comandar a sessão de debates temáticos sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal. Marcada para quarta-feira, 1º de julho, a discussão foi apresentada por líderes partidários da casa, entre eles os senadores Weverton (PDT-MA) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), e deve reunir representantes de setores da economia. Embora a PEC já tenha sido aprovada pela Câmara dos Deputados, ela ainda aguarda despacho da presidência do Senado e segue sem previsão para iniciar sua tramitação.

Também entra no radar da semana a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde março. A defesa aguarda a análise do pedido que deve ocorrer nesta quarta (1º), após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acredita que a decisão deverá ser tomada nos próximos dias. Caso o regime domiciliar não seja mantido, Bolsonaro poderá retornar ao cumprimento da pena na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.

Entre os assuntos que devem movimentar a Câmara dos Deputados está o projeto que autoriza o governo federal a reduzir ou até zerar, de forma temporária, os tributos incidentes sobre diesel, biodiesel, gasolina e etanol. A proposta foi apresentada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), após a escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos, que afetou o transporte de petróleo pelo Estreito de Hormuz e aumentou a pressão sobre os preços internacionais dos combustíveis. O texto prevê que a perda de arrecadação seja compensada com receitas extraordinárias obtidas pela União no setor de petróleo e gás, como royalties, participações especiais e dividendos.

Já o Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos da crise humanitária provocada pelos terremotos na Venezuela. Por determinação do presidente Lula, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viajará ao país para avaliar de que forma as Forças Armadas brasileiras poderão prestar apoio humanitário e logístico às áreas atingidas. A tragédia deixou centenas de mortos e milhares de desaparecidos, mobilizando esforços internacionais de assistência.

Estão na agenda da semana de 29 a 3 de julho:

DIREITOS HUMANOS

MEIO AMBIENTE

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

SAÚDE

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

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