Verissimo: veja por que doenças pulmonares são mais graves em idosos

O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu, neste sábado (30/8), aos 88 anos, vítima de complicações em decorrência de uma pneumonia. Ele estava internado desde 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), mas não resistiu.

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A doença respiratória é causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, e sua gravidade varia de casos leves até fatais. Geralmente, crianças e idosos enfrentam quadros mais graves, com recuperações longas e debilitantes.

“Ao envelhecer, a nossa capacidade pulmonar diminui. Ganhamos volume até os 20, 25 anos e, depois, passamos o restante da vida perdendo”, explica o pneumologista Renato Calil, da Hapvida.

Ao longo do tempo, o pulmão sofre mudanças naturais que deixam a respiração mais complicada. Assim, a parede torácica fica mais rígida, atrapalhando a expansão pulmonar e diminuindo a força dos músculos respiratórios. Parte desse processo pode atrapalhar a capacidade de tossir e limpar as vias aéreas.

Como o tecido pulmonar perde elasticidade, a respiração torna-se menos eficiente. Tudo isso faz com que idosos tenham uma respiração menos eficiente, aumentando o risco de doenças pulmonares, como a pneumonia.

A geriatra Gabrielle Beltrão, do Hospital Brasília, afirma que o envelhecimento do sistema imunológico também deixa os idosos mais vulneráveis. “A imunosenescência está associada ao progressivo declínio da função imunológica que torna os idosos mais suscetíveis a infecções”, diz a profissional.

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Luis Fernando Veríssimo posa sorridente

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Boletim médico atualiza quadro de Luis Fernando Veríssimo, de 88 anos

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Luis Fernando Veríssimo posa na biblioteca

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Doenças respiratórias mais frequentes e perigosas em idosos

 Outros fatores influentes

O uso frequente de produtos ligados ao tabagismo, como cigarros comuns ou eletrônicos, prejudica os pulmões e pode causar problemas cardiovasculares. A prática aumenta o risco de condições graves no organismo.

O sedentarismo é outro fator que enfraquece a musculatura pulmonar e afeta a capacidade respiratória. A poluição também é apontada como um agente externo que contribui para prejuízos respiratórios, podendo causar problemas como enfisema, asma e broncopatias inflamatórias, devido a inalação de substâncias tóxicas no meio ambiente.

Segundo Calil, para quem tem doenças pré-existentes, como diabetes e hipertensão, a atenção deve ser redobrada, pois as condições impactam o sistema imunológico. “Essas doenças, além da idade, agravam os quadros respiratórios e comprometem o sistema cardiovascular”, alerta o pneumologista.

A prática regular de exercícios físicos, uma rotina alimentar saudável e evitar o tabagismo são bons hábitos para manter os pulmões saudáveis. Manter o esquema vacinal em dia e uma menor exposição à poluição também são medidas eficazes.

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