Vídeo: jovem que planejava massacre em escola ameaçou garota de morte

Um dos adolescentes que planejava fazer massacre em escola pública do Distrito Federal chegou a ameaçar uma jovem de morte por supostamente interferir na amizade da dupla que bolava o plano macabro.

Em um dos vídeos ao qual o Metrópoles teve acesso, o jovem aparece bastante revoltado gravando um recado agressivo e fazendo graves ameaças contra a garota que seria a ex-namorada de um deles.

Nas imagens gravadas pelo próprio autor, o menor se refere à menina com termos misóginos, como “piranha”, “vagabunda”, “puta”, “vadia” e “imunda”.

Após proferir inúmeras ofensas em poucos segundos de vídeo, o adolescente a ameaça de morte e faz referência ao pai da jovem, que teria morrido. “Se você entrar no nosso caminho, eu te mando para o inferno, você entendeu? Vou te mandar para onde seu pai está e para onde todos nós vamos: para o colo de satanás”.

Veja o vídeo:

O garoto ainda faz uma breve menção à polícia durante a sua mensagem. “Não venha mostrar essa porra para a polícia, porque ela não vai fazer porra nenhuma, porque eu não faço nada de errado, ao contrário de você, que diz que todos os seus ex-namorados te estupraram”, diz ele.

A alteração do jovem se torna ainda maior no fim do vídeo, quando ele detalha o que faria com a garota, caso ela entrasse em contato com a dupla. “Se você se atrever a mandar mensagem para nós, eu vou na porra da sua casa, vou pegar a porra de uma espingarda e vou estourar sua cabeça, sua ‘vadiazinha imunda’”, ameaçou.

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Esse não foi o primeiro discurso de ódio da dupla contra mulheres. Em outra ocasião, um deles narrou em conversas que chegou a jogar pedras na casa de outra garota.

No material exposto, os jovens também narra planos de pichar um pentagrama na casa de uma garota que faria 15 anos.

Após o conteúdo gravado por eles planejando o massacre ser exposto por uma adolescente argentina, um deles teria entrado em contato com ela pedindo desculpas e solicitando que apagasse o “exposed” feito nas redes sociais.

Entenda o caso

Fabricação de armas e explosivos

Os estudantes do ensino médio gravaram vídeos em que aparecem manuseando as armas caseiras fabricadas por eles e descrevem os planos de abrir fogo contra pessoas na escola onde estudavam.

O outro adolescente chega a falar que pensou em fazer o massacre no dia 20 de setembro, na data do aniversário de 18 anos do amigo. “Que tal fazermos no seu aniversário? O seu presente vai ser atirar em preto  e matar gente”, relata.

Ainda no mesmo vídeo, o  garoto revela planos de comprar armas. “A gente quer comprar armas no mercado negro, mas não sabemos ainda como entrar nesse meio”.

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No mesmo vídeo, os dois seguem manuseando armas e reafirmam o desejo e ambição por matar outras pessoas. “Só preciso de armamento porque aí eu só vou matar ‘de boa’. Quem invade escola de faca, é imbecil”, dizem os dois jovens.

Veja o vídeo dos preparativos:

O Metrópoles teve acesso a vários vídeos e conversas que mostram os jovens fabricando armas e explosivos caseiros com a intenção de atirar e matar pessoas, especialmente pessoas negras e mulheres. O rosto, a voz e a identidade foram preservadas pelo fato dos suspeitos serem menores de idade.

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O jovem contou que a sua mãe descobriu os planos ao acessar o seu celular

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Os jovens chamaram o plano de jogar bombas caseiras no centro de Brasília de “bomba anarquista com vodka”

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Uma suástica nazista foi desenhada com poeira

Material cedido ao Metrópoles4 de 7

Um sol negro, símbolo do movimento nazista, foi desenhado por eles em uma praça pública

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Os jovens desenharam caricatura de Hitler

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Armas caseiras foram fabricadas pelos adolescentes de 17 anos

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O jovem usou a arma caseira no quintal de casa

Material cedido ao Metrópoles

Caso investigado pela PCDF

Após ser alertada pela Secretaria de Educação, a PCDF iniciou o monitoramento de redes sociais e investigação, constatando inicialmente que não havia risco iminente, pois a mãe de um dos adolescentes havia descoberto e repreendido o filho.

Dentre os materiais apreendidos divulgados pela PCDF, estão uma bandana de caveira e um caderno com desenhos de armas.

Um dos adolescentes já se encontra em tratamento psiquiátrico. O outro foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II) para as providências cabíveis.

Os aparelhos apreendidos serão submetidos à perícia, e a investigação prossegue com o objetivo de identificar possíveis conexões com grupos e prevenir novos riscos.

A DPCEV orienta os pais e responsáveis a acompanharem os conteúdos acessados por seus filhos na internet e reforça que permanece à disposição para recebimento de alertas e denúncias.

O caso seguirá sendo investigado pela Polícia Civil.

 

 

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