Distritais esperam que Daniel Donizet renuncie ao mandato

Diante da tórrida história que envolve o deputado distrital Daniel Donizet (PL-DF),  ganha musculatura  o Movimento em Defesa da Mulher, que recentemente pediu a expulsão do parlamentar do partido e que ansiosamente aguarda abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

O movimento deu tão certo que Daniel Donizet preferiu pedir para deixar a sigla, ao invés de dar explicação sobre o caso dentro do PL.

Enquanto isso, na Câmara Legislativa do Distrito Federal,  distritais mais experientes e preocupados com a imagem da Casa – principalmente junto ao eleitorado feminino – acreditam que Donizet precisa urgentemente renunciar ao mandato, para poder ficar longe dos holofotes e da pressão popular, e se defender com calma na Justiça. Caso seja inocentado, volta em 2026 e disputa a eleição com grande chance de ser eleito. Mas caso seja condenado, será o fim da linha do professor que sem querer virou distrital em 2018.

Em 2 de março de 2010, o então  deputado Júnior Brunelli (PSC) renunciou ao mandato, evitando assim responder ao processo de quebra de decoro parlamentar, em virtude das graves denúncias da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF). Ele enviou à Mesa Diretora uma carta de renúncia, que foi lida em Plenário pela colega deputada Jaqueline Roriz (PMN).

“Renuncio para não ser submetido ao julgamento político previamente decidido. Buscarei provar na Justiça a minha inocência. Lá, no Judiciário, terei chance de me defender de forma isenta e transparente, longe do calor dos debates e das conveniências políticas desse momento turbulento que vive a capital federal”, ressaltou o parlamentar, que estava em seu segundo mandato na Câmara Legislativa.

Segundo fontes, Donizet enfrenta pressões internas, de familiares e assessores,  e principalmente da opinião pública,  que não foi convencida sobre a suposta inocência do parlamentar.

Em 14 de dezembro de 2021, operação da Polícia Civil do Distrito Federal, comandada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), deflagrada na madrugada, realizou buscas e apreensões em gabinetes da Câmara Legislativa do DF. O alvo era o deputado distrital Daniel Donizete, integrante do grupo político da então ministra da Articulação Política Flávia Arruda.

O Ministério Público investigava diversos crimes de corrupção, entre eles a prática de rachadinha de salários em favor de Donizet. No curso das buscas foram apreendidos dólares, euros e reais em quantidade.

Daniel Donizet evitou falar sobre o assunto, assim como a então ministra Flávia Arruda, que em 2018 fez dobradinhas eleitorais com o parlamentar, também não quis explicar a operação contra o aliado.

Desta vez, por se tratar de violência contra uma mulher, manifestações contra Donizet são aguardadas para as próximas semanas na CLDF e no Gama.

“Renunciar é melhor que sangrar em público”, diz importante distrital que prefere o anonimato.

Até agora nada de efetivo se fez dentro da CLDF sobre o caso, nem mesmo o afastamento do parlamentar. Por outro lado, o que se vê nos bastidores, é uma vergonhosa montagem de  “blindagem” na tentativa de acobertar o caso e manter Donizet no mandato. Absurdo total!

 

 

Fonte: donnysilva.com.br

Sair da versão mobile