O Metrópoles optou por não divulgar o nome do suspeito para não identificar, indiretamente, o menor – apontado como autor do crime – em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Na audiência, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Já a defesa se manifestou pela liberdade provisória do acusado.
Na decisão, a juíza de direito substituta pontuou que a prisão em flagrante do homem “não ostenta qualquer ilegalidade” e que ao analisar o relato do preso e os elementos presentes nos autos há fundamentos para a manutenção da prisão do indiciado.
A magistrada ainda explicou que a situação é de conversão em prisão preventiva, já que se trata de crime de homicídio, em que o autuado teria ordenado que seu filho adolescente efetuasse os disparos contra a vítima, por suposto motivo de vingança. Soma-se a isso o fato de o homem já ostentar diversas passagens criminosas graves.
Assim, para a juíza substituta “os fatos acima evidenciam a periculosidade e caracteriza situação de acentuado risco à incolumidade pública, suficientes para justificar a segregação cautelar como medida necessária e adequada para contenção de seu ímpeto delitivo, não se mostrando suficiente a imposição de nenhuma das medidas cautelares admitidas em lei”.
O homem é investigado por homicídio qualificado e corrupção de menores. O homem já respondia a crimes de violência doméstica, roubo, receptação e furto.
Michelle estava acompanhada de um amigo no momento em que foi morta. O rapaz fugiu logo após os disparos.
Segundo o delegado Marcelo Gaia, da 16ª DP (Planaltina), que está à frente das investigações, o pai do adolescente deu a ordem para ceifar também a vida da testemunha, a fim de evitar que a dupla fosse delatada: “Bora [sic], atira! Senão ele vai contar”.
O amigo da vítima correu em zigue-zague e conseguiu fugir sem ser alvejado. A polícia aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para dar andamento à investigação, mas já foi confirmado que os disparos atingiram a cabeça e o pescoço de Michelle.
Segundo a apuração da Polícia Civil do DF, o crime foi motivado por vingança, uma vez que, em abril do ano passado, Michele teria se desentendido com a filha do acusado, e tentou matá-la a tiros.
Veja fotos de Michelle:
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Michele tinha 30 anos Reprodução/redes sociais
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Ela foi encontrada morta na madrugada desta terça (26/12) Reprodução/redes sociais
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A PCDF investiga o caso Reprodução/redes sociais
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Inicialmente, o caso foi registrado como feminicídio Reprodução/redes sociais
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Nenhum suspeito foi preso Reprodução/redes sociais
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Inicialmente, o caso era investigado como feminicídio, segundo protocolo da PCDF para combater a violência contra a mulher. Após a coleta de provas, os policiais mudaram a linha de investigação, que passou a ser tratado como homicídio.
Segundo a PCDF, a arma utilizada no crime seria um revólver .38, que ainda não foi encontrada.