Poucos dias após sua reeleição, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do PL, tomou medidas que geraram polêmica na área de segurança pública. Em uma atitude interpretada como retaliação ao governo estadual, a gestão municipal ordenou a retirada de totens de videomonitoramento instalados em pontos estratégicos da capital.
Os totens, parte de um conjunto de 10 dispositivos de segurança preventiva, haviam sido instalados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em locais de grande circulação, como a Praça Multieventos, na Pajuçara, e o Corredor Vera Arruda, na Jatiúca. A iniciativa visava intensificar a segurança na cidade, especialmente com a chegada da alta temporada de turismo. Contudo, a prefeitura alegou que não havia autorizado a instalação, utilizando essa justificativa para a retirada dos equipamentos.
A ação foi considerada uma medida drástica, que enfraquece a cooperação entre a administração municipal e o governo estadual em um tema sensível: a segurança pública. Especialistas alertam para os riscos que essa atitude representa para a população e os turistas, uma vez que os totens são amplamente utilizados em diversos países como ferramenta eficaz no combate à criminalidade.
Além de deixar os equipamentos inutilizados, a retirada dos totens levanta questões sobre a priorização de interesses políticos acima da segurança da população. O ato, classificado por críticos como “vandalismo institucional”, pode resultar em um impasse entre os poderes municipal e estadual, em detrimento da população.
Enquanto o governo estadual busca reforçar a segurança, a postura do prefeito JHC indica um ambiente de conflito, que pode comprometer a efetividade de ações conjuntas nessa área crucial. A população de Maceió e os turistas que visitam a cidade ficarão, por ora, sem esse importante recurso de monitoramento, essencial para a prevenção de crimes em áreas públicas movimentadas.