O Zoológico de Brasília permanecerá fechado para visitação até o dia 12 de junho, conforme determinação da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). A medida foi tomada após a confirmação de um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um irerê, espécie de marreco, encontrado morto nas dependências do parque no último domingo (25/5).
Outro pombo também foi localizado sem vida no mesmo dia e, na quarta-feira (28/5), um terceiro caso de morte de ave foi registrado, elevando o alerta das autoridades sanitárias. As duas espécies silvestres não pertenciam ao acervo do zoológico.
Amostras dos animais foram coletadas e enviadas para exames laboratoriais. O resultado confirmou a presença do vírus H5N1, cepa conhecida por sua alta letalidade em humanos em casos de contaminação direta com aves infectadas. Com a confirmação, a Seagri-DF, em articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária, decidiu manter a interdição preventiva do parque para evitar riscos de disseminação do vírus.
“A vigilância será contínua a fim de monitorar a saúde das aves. A Seagri reforça que o consumo de carne de aves e ovos inspecionados é seguro, já que a doença não é transmitida por esse meio”, informou a secretaria em nota oficial.
A pasta também alerta para a população evitar qualquer contato com aves mortas e reforce os cuidados com animais que apresentem sinais respiratórios, neurológicos ou alta mortalidade súbita. Suspeitas devem ser comunicadas imediatamente por e-mail (falecomadefesa@seagri.df.gov.br) ou pelo WhatsApp (61) 99154-1539.
Segundo dados do Painel de Investigação da Síndrome Nervosa das Aves, coordenado pelo Serviço Veterinário Oficial do Ministério da Agricultura, atualmente há sete casos em investigação no Brasil e dois focos confirmados, um em Minas Gerais e outro no Rio Grande do Sul.
A gripe aviária é causada pelo vírus H5N1, que tem circulado globalmente nos últimos anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, embora rara em humanos, a infecção direta pode ser grave: aproximadamente 50% das pessoas contaminadas acabam morrendo. Desde 2003, foram registrados cerca de mil casos em 24 países, todos relacionados ao contato com aves silvestres ou domésticas infectadas.