A notícia da operação da Polícia Federal (PF) contra uma mulher suspeita de provocar um pouso de emergência no Distrito Federal traz de volta à tona o relato dos passageiros que estavam no voo em questão, da empresa aérea Azul. O caso aconteceu em agosto deste ano, e a ação da PF foi deflagrada neste sábado (29/11).
Na ocasião, o voo que saiu de São Luís (MA) com destino a Campinas (SP) teve de pousar no Aeroporto Internacional de Brasília após um bilhete ser encontrado. No papel, estava escrito que o compartimento de cargas daquele avião guardava explosivos e, por isso, a tripulação parou no DF e obrigou os 170 passageiros a bordo a desembarcarem.
De acordo com a influenciadora Ana Stier, uma das 170 pessoas a bordo, a ameaça de bomba causou “um choque intenso”.
Segundo a mulher, quando o avião sobrevoava o Piauí, houve “uma turbulência muito forte”. “Após cinco minutos dessa turbulência, a tripulação começou a correr de um lado para o outro e passou a se comunicar com a cabine, e eu nunca tinha visto uma tripulação tão desesperada em minha vida”, contou Ana à época.
Luzes apagadas
A influenciadora disse ainda que as luzes se apagaram enquanto o avião era desviado para Brasília. Os passageiros começaram a chorar porque, àquela altura, ainda não se sabia o porquê do pouso na capital federal.
“A maioria das pessoas estava chorando, angustiada, e ninguém podia levantar. A gente não tinha noção do que estava acontecendo”, contou Ana Stier.
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Ao chegar em Brasília, os passageiros foram convocados para prestar depoimentos à PF. A corporação descartou a suspeita de bomba no mesmo dia, mas a investigação continuou até a operação deste sábado (29/11).
O nome da suspeita não foi divulgado pela corporação.