As ameaças europeias ao hexa: quatro estrelas que podem desafiar o Brasil na Copa

A Seleção Brasileira chega à Copa do Mundo de 2026 cercada de expectativa e apontada como uma das favoritas ao título. No entanto, o caminho até o sonhado hexacampeonato promete ser repleto de obstáculos. Entre eles estão quatro seleções europeias que aparecem à frente do Brasil no ranking da Fifa e contam com jogadores capazes de decidir partidas em qualquer momento.

Espanha (2º), França (3º), Inglaterra (4º) e Portugal (5º) chegam ao Mundial impulsionadas por talentos que viveram temporadas marcantes no futebol europeu. Lamine Yamal, Dembélé, Harry Kane e Cristiano Ronaldo representam diferentes gerações, estilos e momentos de carreira, mas compartilham a mesma missão: liderar seus países na busca pela conquista mais importante do futebol.

Yamal chega à Copa como um fenômeno em ascenção

Se existe um jogador capaz de representar o futuro e o presente do futebol ao mesmo tempo, esse jogador é Lamine Yamal. Aos 18 anos, o atacante do Barcelona já não pode mais ser tratado como promessa.

Ele encerrou a temporada como melhor jogador da La Liga, ajudou o Barcelona a conquistar o título espanhol e acumulou 24 gols e 20 assistências entre clube e seleção. Os números impressionam, mas não contam toda a história.

Yamal possui uma combinação rara de criatividade, personalidade e capacidade de decisão. Seu repertório inclui dribles curtos, passes verticais, finalizações precisas e uma maturidade incomum para alguém tão jovem.

Depois de ser uma das principais figuras da conquista da Eurocopa de 2024, o espanhol chega à Copa do Mundo como uma das grandes atrações do torneio e como principal referência técnica de uma Espanha que mistura juventude e qualidade coletiva.

O Grupo H, além da Espanha, tem: Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai.

Foto: FRANCK FIFE / AFP

Atual Bola de Ouro, Dembélé lidera a França talentosa

A França desembarca na América do Norte com um dos elencos mais profundos do torneio. Nomes como Kylian Mbappé, Michael Olise, Eduardo Camavinga e Aurélien Tchouaméni formam uma equipe recheada de estrelas, mas é Ousmane Dembélé quem chega ao Mundial vivendo o melhor momento da carreira.

Depois de anos marcados por lesões e irregularidade, o atacante alcançou um novo patamar de desempenho. Sua capacidade de atuar pelos dois lados do campo, acelerar transições e criar desequilíbrios em espaços curtos transformou o francês em uma das armas mais difíceis de ser neutralizadas no futebol mundial.

Mais maduro e decisivo, Dembélé deixou de ser apenas um driblador imprevisível para se tornar um protagonista. Em uma seleção que já possui enorme poder de fogo, ele surge como um diferencial capaz de decidir confrontos eliminatórios.

O Grupo I, além da França, tem: Senegal, Noruega e Iraque.

(Foto por SIMON WOHLFAHRT / AFP)

Kane transforma ano histórico em possível Bola de Ouro

Nenhum jogador europeu chega à Copa com números tão impressionantes quanto Harry Kane. O centroavante marcou 61 gols na temporada pelo Bayern de Munique, conquistou títulos nacionais e entrou para um grupo extremamente seleto.

Em entrevista recente ao jornal francês L’Équipe, o atacante destacou que apenas Lionel Messi e Cristiano Ronaldo haviam ultrapassado a marca de 60 gols em uma temporada nos últimos anos. Para Kane, esse desempenho o coloca entre os favoritos à conquista da Bola de Ouro.

A regularidade foi o grande diferencial da temporada do inglês. Além dos gols, ele manteve alto rendimento durante praticamente todo o calendário, liderando o Bayern em competições nacionais e internacionais.

A Inglaterra segue convivendo com a pressão histórica de transformar gerações talentosas em títulos, mas chega ao Mundial apoiada em um centroavante que vive, estatisticamente, o melhor momento da carreira.

O Grupo L, além da Inglaterra, tem: Croácia, Panamá e Gana.

Foto por RICH STORRY / GETTY IMAGES NORTH AMERICA VIA AFP)

CR7 busca fechar com chave de ouro

Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo segue desafiando o tempo. O atacante português disputará sua sexta Copa do Mundo e terá mais uma oportunidade de buscar o único grande troféu que ainda falta em sua coleção.

Mesmo longe do auge físico, Cristiano continua produzindo em alto nível. Na temporada, marcou 35 gols em 43 partidas entre Al-Nassr e seleção portuguesa, mantendo a impressionante capacidade de decidir jogos.

Mas a história desta Copa vai além dos números. Pela primeira vez em muitos anos, Portugal chega a um Mundial sem depender exclusivamente de Ronaldo. A equipe de Roberto Martínez conta com uma geração extremamente qualificada, liderada por nomes como Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rafael Leão e Nuno Mendes.

Isso permite que Cristiano exerça um papel diferente: menos responsável por carregar a seleção e mais focado em finalizar as jogadas criadas por um dos meios-campos mais fortes da competição.

Portugal talvez não esteja no mesmo patamar de favoritismo de França ou Espanha, mas possui qualidade suficiente para enfrentar qualquer adversário. E, para Cristiano Ronaldo, a Copa de 2026 representa muito mais do que uma disputa por título.

O Grupo K, além de Portugal, tem: Colômbia, Uzbequistão e RD Congo.

(Foto por PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)

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