Lídia foi ao local com uma amiga, na intenção de fazer um passeio, na trilha do cafezal. Quando chegou ao haras, informou que tinha experiência em equitação. Apesar disso, o cavalo designado para a montaria da dentista era considerado manso, com rédea e destinado a pessoas que estão aprendendo a conduzir o animal.
Ela montava cavalos havia aproximadamente um ano. Casada com um policial militar do DF, Lídia praticava equitação na corporação.
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Lídia morreu no local do acidente Reprodução/redes sociais
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A dentista era casada e morava no DF desde 2020 Reprodução/redes sociais
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Familiares e amigos lamentaram nas redes sociais Reprodução/redes sociais
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Os bombeiros tentaram reanimar a dentista após o acidente, mas não tiveram sucesso Reprodução/redes sociais
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O sepultamento será às 17h desta segunda-feira (2/10) Reprodução/redes sociais
A dentista era fundadora de uma clínica Reprodução/redes sociais
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Queda de cavalo
De acordo com o depoimento do instrutor que acompanhava a dentista na manhã desse domingo, eles estavam em uma descida quando, Lídia teria puxado a rédea de forma brusca. Segundo o relato, o solavanco fez o animal empinar e derrubar a dentista. Após a queda dela, o equino também foi ao chão, esmagando a mulher.
O cavalo rolou e se levantou. Lídia, porém, teria ficado imóvel ao chão. “Ela puxava muito a rédea do animal e foi orientada a soltar mais”, teria dito o instrutor. “O acidente foi em decorrência do movimento brusco, o ‘puxão’ que Lídia deu na rédea, fazendo com que o animal empinasse”, reforçou o profissional, que trabalha no haras há 13 anos.
Após o acidente, o instrutor mandou mensagem para o proprietário do Rancho 735, informando do ocorrido, e disse que já havia acionado o socorro dos bombeiros. Em seguida, o homem correu em uma propriedade vizinha e pediu ajuda de outro fazendeiro, que, com o carro, prestou os primeiros socorros a Lídia. Eles seguiam para o hospital quando cruzaram com a viatura do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), que assumiu a ocorrência.
De acordo com o CBMDF, Lídia teve parada cardiorrespiratória e morreu no local. Para fazer o socorro, ainda foi acionado o resgate aéreo, mas não deu tempo de reverter o quadro.
O Metrópoles entrou em contato com representantes do Haras Rancho 735 Estrela do Dia, que confirmaram o acidente. No entanto, para “não explorar a morte da moça”, preferiram não conceder entrevista.
Torneio de hipismo
Nascida em Anápolis, Lídia morava em Brasília desde 2020. Ela treinava para um torneio de hipismo. Nas redes sociais, o irmão lamentou a partida precoce da dentista. “Como você pode ir embora, minha maninha, que amo demais”, escreveu David Pires.
De acordo com o irmão, o marido de Lídia precisou ser internado após passar mal após saber da tragédia. A morte da dentista ocorreu cinco meses após a da mãe dela.
O velório de Lídia aconteceu nesta segunda-feira, no Templo da Capelania Evangélica da Polícia Militar do DF, no Setor Policial Sul. O sepultamento da jovem ocorreu às 17h no cemitério Campo da Esperança na Asa Sul.