Cientistas criam estratégia para convencer população a beber menos

De acordo com uma pesquisa conduzida por psicólogos australianos do Instituto George para Saúde Global, existe uma estratégia eficaz para reduzir o consumo de álcool da população: destacar o risco aumentado de câncer ao beber e quanto cada porção pode interferir na saúde.

Beber demais não leva apenas ao câncer. Exagerar nos drinks está associado a uma série de problemas, incluindo doenças cardíacas, problemas digestivos e um risco aumentado de demência. No entanto, é o câncer que parece assustar mais.

“Descobrimos que combinar informações sobre a relação de álcool e câncer com uma ação prática específica, como contar os copos para avaliar o risco, resultou na redução da quantidade de bebida que os voluntários consumiam”, explica a psicóloga Simone Pettigrew, líder da investigação, em comunicado à imprensa.

Para o estudo, que teve seus primeiros resultados publicados em 2021, foram selecionados 8 mil voluntários que foram divididos em três grupos: um viu um anúncio que explicava as associações entre álcool e o aumento do risco de câncer; o outro assistiu mensagens incentivando a mudar hábitos de consumo de álcool e o terceiro viu ambos anúncios combinados.

Ao serem perguntados posteriormente sobre os efeitos que a mensagem teve para incentivar a reflexão antes de beber, os do primeiro grupo foram os que pareceram mais impactados pelos anúncios. Todos os times foram orientados a contar a quantidade de bebidas que ingeriam e pensar em seus efeitos.

Seis semanas depois, em uma nova rodada de perguntas, o grupo um foi o único onde as pessoas realmente reduziram de forma significativa o consumo de álcool.


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O álcool e o câncer

O consumo de álcool pode ser responsável por até 7% das mortes prematuras em todo o mundo, a maioria delas relacionadas a cânceres ou doenças do fígado.

Consumir bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer, como de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado, intestino (cólon e reto) e mama.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) alerta que não há níveis seguros de ingestão ou bebidas que estejam imunes ao risco. Quanto maior a dose ingerida e o tempo de exposição, maior será o risco de desenvolver a doença.

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