Irmão de José Françualdo, José Fagner disse ao Metrópoles que o policial penal demonstrava estar “normal” e fazia “planos para o futuro”. “Ainda estou meio atordoado com a situação, mas, a princípio, ele só tinha comentado em relação a uma situação que o PCC estava meio que ameaçando a categoria, ameaçando matar agentes penitenciários”, afirmou.
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José Françualdo Leite Nobrega tem 36 anos Reprodução
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Ele é policial penal em Santo Antônio do Descoberto (GO), no Entorno do Distrito Federal Reprodução
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Caminhonete dele foi encontrada carbonizada no DF Reprodução
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Servidor público e empresário foi visto pela última vez em Águas Lindas (GO) Reprodução
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Antes de desaparecer, ele disse à família que iria para Brasília Reprodução
Morador de Águas Lindas (GO), José Françualdo trabalha no presídio de Santo Antônio do Descoberto (GO), também no Entorno do Distrito Federal.
Além de policial, o servidor público atua como empresário no ramo de locação de equipamentos de construção. Ele foi visto pessoalmente por parentes pela última vez no início da tarde de segunda-feira (29/11). Na ocasião, ele disse que iria para Brasília.
Na terça-feira (28/11), José Françualdo se deslocou até a capital federal. O contato mais recente dele com a família ocorreu por mensagens via WhatsApp, por volta das 13h daquele dia.
Imagens de câmeras de segurança na DF-130, sentido Rajadinha, em Planaltina (GO), mostram o veículo do policial — uma caminhonete Chevrolet S10 preta — na pista, no início da noite de terça-feira (28/11).
No registro, o carro de José Françualdo aparece na rodovia às 18h51. Contudo, não é possível ver quem estava na direção do automóvel. Horas depois, o veículo foi encontrado carbonizado na área do Núcleo Rural Três Conquistas, no Paranoá (DF). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou se tratar da caminhonete do servidor público.
Investigação
O desaparecimento de José Françualdo é investigado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Ao Metrópoles o delegado à frente das apurações, Thiago Rocha, contou que a família do servidor público registrou ocorrência após ficar sem contato com o policial.
“Como ele não retornou mais qualquer mensagem, acharam a situação estranha e procuraram a delegacia. Mas, antes, tínhamos encontrado o carro carbonizado e identificamos que seria dele”, detalhou o delegado.
As investigações ainda são preliminares, porém, segundo Thiago Rocha. O veículo encontrado carbonizado passou por perícia, mas o laudo ainda não está concluído.
Parentes e colegas de trabalho de José Françualdo são ouvidos pela polícia. Além disso, quem tiver informações a respeito do paradeiro dele deve acionar a PCDF, pelo telefone 197. É possível contribuir com as investigações sem se identificar.