Congresso analisa MPs para socorro de R$ 8 bi a setor aéreo e redução da fila do INSS

Duas medidas provisórias, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira, serão analisadas pelo Congresso Nacional. A primeira, MP 1368/26, abre um crédito de R$ 8 bilhões no Orçamento de 2026 para empresas aéreas que atuam no país. A justificativa é reduzir os efeitos da guerra no Oriente Médio no setor, e mitigar riscos à oferta de transporte aéreo no Brasil. As companhias aéreas viram seus custos aumentarem, em um curto espaço de tempo, em função do aumento de 70% no preço do querosene de aviação. 

A outra MP, 1369/26, amplia a capacidade do Programa de Gerenciamento de Benefícios, criado para reduzir as filas de espera nos atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da perícia médica federal. Com a medida, o programa passa a monitorar processos de benefícios previdenciários e assistenciais a partir de 30 dias de tramitação ou com prazo judicial expirado. Antes da MP, esse prazo era de 45 dias. 

No Congresso, as medidas provisórias precisam ser aprovadas pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei. Elas entram em vigor, entretanto, a partir da publicação. 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que colocará em votação no Plenário da Casa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garante aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, já aprovada na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). O texto também regulariza o vínculo funcional desses profissionais.

Quanto à PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, não há manifestação no Senado. A proposta não tem relator definido e não foi encaminhada para a CCJ. O primeiro passo para que ela caminhe é o despacho da Presidência do Senado, ou seja, do senador Davi Alcolumbre, e isso ainda não ocorreu. 

O Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 24 de junho, analisa a natureza do trabalho do motorista de aplicativo e as empresas de tecnologia. O Recurso Extraordinário (RE) 1446336 foi apresentado pela Uber e é relatado pelo ministro Edson Fachin. O objetivo é definir se existe vínculo trabalhista entre as partes. 

Foram admitidas na ação, como ‘amicus curiae’ outras organizações como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Inovação digital, Sindicato dos Motoristas Autônomos de Transporte Individual por aplicativos (SindMaap/DF), Associação brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Ifood, 99 Tecnologia Ltda, Força Sindical.

Já na quinta-feira, 25, os ministros irão julgar a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 5771, relatada pelo Ministro Dias Toffoli, da Lei da Regularização Fundiária (13.465/2017). O objetivo é determinar se a lei apresenta vício de origem, violação a direitos sociais, enfraquecimento ambiental, ausência de participação popular e retrocesso socioambiental.

Agenda da semana de 22 a 26 de junho:

DIREITOS HUMANOS

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

SAÚDE

MEIO AMBIENTE

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores aos domingos e segundas, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

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