62 anos após o início da ditadura cívico-empresarial-militar, que tirou dos brasileiros o exercício mais básico da democracia — votar em seus representantes —, ainda é preciso falar e investigar esse período de exceção que durou 21 anos.
Um dos motivos mais óbvios é que o Brasil segue sendo palco de novas tentativas de subverter a democracia, como o plano que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Falar da ditadura segue sendo um tema fundamental para a memória, a verdade e a justiça, porque o plano de golpe frustrado — e frustrante — que culminou com o 8 de janeiro de 2023 só existiu porque o Brasil não conseguiu condenar boa parte dos responsáveis pelos crimes cometidos pelo Estado ditatorial, não mudou a estrutura de formação das forças militares e policiais desde essa época e porque há muito no que avançar nas políticas públicas de reparação. No passado, a ditadura que se seguiu suprimiu as liberdades, fez uma limpeza no parlamento, perseguiu e torturou opositores, até matá-los e desaparecer com eles.
É nesse contexto que o jornalismo da Agência Pública seguirá investigando a ditadura e suas práticas que perduram até hoje.
Explorar investigações
Comece por aqui
Ditadura: Em nome do pai, indígena enfrenta Estado por atrocidades no Reformatório Krenak
Apoio dos EUA à ditadura: documentos revelam tensão e conflito nas relações bilaterais
CIA: como agência americana impulsionou Marcha da Família com Deus pela Liberdade
Ditadura Argentina: pertences de Tenório Jr. são devolvidos à família 50 anos após crime
Argentina lembra 50 anos da ditadura enquanto governo Milei avança contra direitos humanos
Últimas investigações
Justiça condena em 2ª instância Volkswagen a R$ 165 milhões por escravidão na Ditadura
Entidades vão levar a Lula proposta de Comissão Indígena da Verdade de crimes da ditadura
Crimes na ditadura: entenda por que indígenas reivindicam uma nova Comissão da Verdade
Memórias apagadas: governo de São Paulo vende cárcere político usado na ditadura militar
Ditadura: Em carta, famílias pedem que Brasil reconheça e repare mortes e sumiços no campo
Como escritores, editoras e Academia Brasileira de Letras apoiaram ditadura militar
Isis Dias de Oliveira: ex-marido busca até hoje reconhecimento de assassinato na ditadura
Onde estão? No Uruguai, todo mês de maio, uma marcha reclama os desaparecidos da ditadura
Vala de Perus: exame de DNA corrige identificação de desaparecido anunciada em 1991
Ditadura: Justiça mantém condenação ao Estado brasileiro por violações ao povo Krenak
Ainda Estou Aqui: “São Eunices que seguram a onda e que buscam justiça”, diz Vera Paiva
Ditadura: Vala de Perus e o pedido de desculpa do Estado por um “velório” de quase 40 anos
EUA usaram Juscelino Kubitschek para apoiar e depois criticar a ditadura no Brasil
Golpe de Estado mata: as marcas da ditadura e a luta por justiça
Além do Oscar: Ainda Estou Aqui pode afetar Lei da Anistia, levando 18 ações a julgamento
Lei da Anistia não vale para casos de desaparecimento, decide TRF-SP
Parentes de acusados pela morte de Rubens Paiva acumulam milhões de seguidores nas redes
60 anos do golpe
O que a ciência brasileira perdeu com a repressão durante a ditadura?
Militarização e violência revelam uma “transição inacabada” no Brasil, diz pesquisador
A greve dos boias-frias de Guariba que desafiou usineiros e policiais na ditadura militar
Apurando, descobri como meu pai foi raptado ao me buscar em creche e torturado na ditadura
‘Ainda estou aqui’: Como advogada, Eunice Paiva deixou legado para o direito indígena
Governo Tarcísio recusa evento de pedido de desculpas por vala clandestina da ditadura
Procuradora: “Vamos ver se muda a visão que a ditadura do Brasil foi a que menos matou”
Herdeiros de Fleury, Ustra e outros agentes da ditadura são acionados pelo MPF
“Black power verde e amarelo”: CIA monitorou racismo no Brasil durante ditadura militar
Estudantes da USP mortos pela ditadura são homenageados 60 anos depois do início do regime
Comissão de Anistia reconhece perseguição a moradores de favelas durante ditadura militar
MPF debate como Porto de Santos deve reparar violações de direitos após apoio à ditadura
Familiares de mortos e desaparecidos vão denunciar Estado brasileiro à corte da OEA
Vídeo mostra participação de Bolsonaro em depoimento sobre atentado a bomba no Riocentro
Militares vivem em mundo fechado que acreditam ser melhor que o de civis, diz pesquisador
Na véspera dos 60 anos do golpe, Lula congratula almirante da ditadura
Os registros inéditos do SNI que espionou mais de 300 mil brasileiros na ditadura
Não “remoído”, passado de centros de tortura da ditadura militar cai no esquecimento
Ditadura: Após 21 anos, Comissão de Anistia julga primeira reparação coletiva a indígenas
60 anos do golpe militar: Estudo aponta 1654 camponeses mortos e desaparecidos na ditadura
Instituto Butantan produziu veneno para ditadura chilena assassinar opositores
Em 2023, série de reportagens da Agência Pública revelou 10 empresas que teriam responsabilidade na violação de direitos humanos durante a ditadura militar brasileira: Petrobras, Fiat, Companhia Docas de Santos, Itaipu, Josapar, Paranapanema, Cobrasma, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Aracruz e Folha de S. Paulo. Em 2024, continuamos a revelar o papel dessas empresas durante a repressão. Saiba mais abaixo:

