A boa notícia é que os exercícios não precisam ser intensos e nem a prática por tempo prolongado para colher os frutos. Caminhar 4 mil passos por dia – o equivalente a cerca de três quilômetros – já é considerado benéfico.
A descoberta foi feita por pesquisadores do Pacific Neuroscience Institute Brain Health Center (PBHC) do Providence Saint John’s Health Center e da Universidade de Washington. O resultado foi publicado no Journal of Alzheimer’s Disease em dezembro de 2023.
“O exercício não só reduz o risco de demência, mas também ajuda a manter o tamanho do cérebro, o que é crucial à medida que envelhecemos”, afirma o radiologista Cyrus Raji, da Universidade de Washington.
Ao analisar as imagens cerebrais de 10.125 pessoas a partir de exames de ressonância magnética, eles descobriram que os praticantes regulares de algum tipo de atividade física tinham volumes cerebrais maiores em áreas específicas, como o lobo frontal de “tomada de decisões” e o hipocampo. Esta última é uma parte importante na forma como as memórias são armazenadas e tratadas.
A pesquisa também mediu o volume da matéria cinzenta dos cérebros dos participantes. Ela ajuda o cérebro a processar informações. Os cientistas explicam que o volume do cérebro é muitas vezes usado como um indicador de mudanças nas habilidades cognitivas.
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Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, se exercitar ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor Mike Harrington/ Getty Images
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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente Hinterhaus Productions/ Getty Images
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De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias Catherine Falls Commercial/ Getty Images
Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga também são indicadas para fortalecer ossos e músculos Nisian Hughes/ Getty Images
Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, também auxilia no aumento da energia, melhora o humor e o sono skaman306/ Getty Images
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por ao menos meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes Tom Werner/ Getty Images
A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural. Ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida Thomas Barwick/ Getty Images
Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor Justin Paget/ Getty Images
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O exercício melhora o fluxo sanguíneo por todo o corpo e aumenta os níveis de proteínas que mantêm os neurônios saudáveis, o que pode explicar o aumento das funções neurológicas.
“Descobrimos que mesmo níveis moderados de atividade física, como dar menos de 4 mil passos por dia, podem ter um efeito positivo na saúde do cérebro. Isso é muito menos do que os 10 mil passos frequentemente sugeridos, tornando-se uma meta mais alcançável para muitas pessoas”, conta o psiquiatra e neurocientista David Merrill, um dos autores do trabalho.
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