A Federação Belga de Futebol (RBFA) divulgou um novo comunicado nesta segunda-feira criticando a condução da FIFA no caso envolvendo o atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos. Segundo a entidade, a organização do Mundial impediu que a Bélgica tivesse acesso à decisão que suspendeu a punição do jogador e dificultou qualquer possibilidade de recurso.
RBFA STATEMENT UPDATE
Following its previous statement, the RBFA wishes to publicly explain the events of the past few hours. Read it here: https://t.co/uLYfwn22G4 pic.twitter.com/bsZlyq5RAg
— Belgian Red Devils (@BelRedDevils) July 6, 2026
De acordo com a RBFA, após tomar conhecimento pela imprensa de que a suspensão automática de Balogun havia sido anulada, a federação enviou uma carta à FIFA pedindo uma cópia da decisão, explicações sobre o procedimento adotado e esclarecimentos sobre a aplicação do regulamento.
No entanto, a entidade belga afirma que recebeu apenas uma resposta de que seu pedido tinha sido interpretado como um recurso formal. Desta forma, a federação internacional designou um juiz e o processo foi considerado inadmissível poucas horas depois, sem que a FIFA apresentasse qualquer fundamentação da decisão.
Bélgica questiona postura da FIFA em reuniões
A RBFA também criticou a postura da entidade durante a reunião de coordenação da partida entre Bélgica e Estados Unidos. Ainda segundo o comunicado, a federação afirmou que a FIFA não comentou sobre o trecho que tratava sobre a suspensão automática por cartão vermelho, assunto que sempre foi tratado em todas as conversas pré-jogo entre as federações.
A Bélgica questionou a mudança verbalmente e por escrito, mas não recebeu resposta da FIFA.
Federação contesta elegibilidade de Balogun
A federação afirmou que, até o momento, não recebeu qualquer decisão oficial ou explicação sobre a suspensão da punição de Balogun e, por isso, decidiu contestar a elegibilidade do atacante para a partida contra a Bélgica.
“Independentemente do resultado desportivo deste jogo, a RBFA está profundamente preocupada com o rumo dos acontecimentos e continuará a lutar nas próximas horas, dias e meses em defesa dos princípios fundamentais da ética, da concorrência leal e dos interesses do futebol como um todo”, escreveu a entidade.
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Confira a nota na íntegra:
“Na sequência do comunicado anterior, o RBFA deseja esclarecer publicamente os acontecimentos das últimas horas.
Após tomar conhecimento, por meio de notícias na mídia, da decisão da FIFA de suspender a suspensão automática do jogador Balogun, a RBFA enviou uma carta à FIFA solicitando uma cópia da decisão, uma explicação do processo adotado e expondo seu posicionamento em relação aos regulamentos aplicáveis.
Como única resposta, a FIFA enviou uma carta à RBFA afirmando que considerava essa correspondência como uma apelação, que um juiz havia sido nomeado e que a RBFA tinha apenas algumas horas para concluir a apelação. Nenhuma outra informação foi fornecida pela FIFA.
Para que um recurso seja admissível, o próprio regulamento da FIFA estipula que a decisão fundamentada deve ter sido comunicada ao recorrente. Enquanto a RBFA buscava apenas explicações legítimas, a própria FIFA instaurou um recurso e imediatamente garantiu que ele fosse declarado inadmissível.
Tudo isso ocorreu enquanto a FIFA se recusava a responder às solicitações legítimas da RBFA.
Além disso, durante a reunião de coordenação da partida, a FIFA removeu deliberadamente a seção referente à suspensão automática de jogadores de sua apresentação. Esse tópico, no entanto, havia sido abordado em todas as reuniões anteriores às quatro partidas anteriores. A RBFA questionou a FIFA, tanto verbalmente quanto por escrito, sobre os motivos dessa mudança, mas, mais uma vez, não obteve resposta.
Para que fique claro, até o momento, a RBFA ainda não recebeu nenhuma decisão ou explicação da FIFA sobre o assunto. Portanto, não lhe resta outra alternativa senão contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida.
Independentemente do resultado desportivo deste jogo, a RBFA está profundamente preocupada com o rumo dos acontecimentos e continuará a lutar nas próximas horas, dias e meses em defesa dos princípios fundamentais da ética, da concorrência leal e dos interesses do futebol como um todo. “
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