No início de um novo ano, uma das principais resoluções é cuidar melhor da saúde. Afinal de contas, queremos envelhecer bem e viver por muitos anos.
Apesar de cerca de 25% da longevidade ser determinada pelos nossos genes, o restante depende das nossas escolhas. O professor e epidemiologista Hassan Vally, da Deakin University, na Austrália, explica que a ciência já descobriu cinco hábitos que realmente fazem a diferença. Confira:
Dieta Mediterrânea – Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares
Opte por uma dieta baseada em plantas
Não precisa abandonar completamente a carne — mas vários estudos já demonstraram que um cardápio cheio de vegetais é essencial se você quer viver mais e com qualidade.
“Alimentos baseados em plantas são ricos em nutrientes, fitoquímicos, antioxidantes e fibras. Eles também são anti-inflamatórios. Tudo isso protege contra danos às células que acontecem conforme envelhecemos e ajuda a prevenir doenças”, afirma o professor, em artigo publicado na plataforma de divulgação científica The Conversation.
Vally aponta que não existe uma dieta que funcione para todas as pessoas, mas uma boa indicação é a mediterrânea. O cardápio baseado em vegtais, frutas, legumes, grãos, castanhas, sementes e frutos do mar, além de azeite, é bastante estudado pela ciência e tem vários benefícios para a longevidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a obesidade como uma doença crônica, recidivante e multifatorial. Indivíduos que sofrem com o problema possuem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m2
Controle o seu peso
A obesidade é responsável por uma série de efeitos físicos que desencadeiam doenças que podem abreviar a vida. Alguns problemas de saúde, como condições cardíacas, AVC, hipertensão, diabetes e alguns cânceres estão relacionados ao sobrepeso.
O problema também está ligado a uma saúde mental pior, e pode causar depressão, baixa autoestima e estresse. Manter o peso dentro do intervalo ideal é essencial para manter a saúde.
O exercício físico regular é essencial para garantir o bom funcionamento do corpo e diminuir risco de doenças
Faça exercícios regularmente
“Todos sabemos que o exercício faz bem. Ele protege contra doenças crônicas, diminui o estresse e melhora a saúde mental”, lembra Vally. Alguns dos efeitos da atividade física regular são a diminuição da pressão sanguínea e da inflamação, promovendo a função cardíaca.
Segundo o professor, as evidências científicas mostram que qualquer atividade física tem benefícios para a saúde. “Você não precisa correr uma maratona ou passar horas na academia todos os dias. Coloque o movimento na sua rotina de qualquer maneira possível, e faça atividades que você gosta”, afirma.
O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para uma série de doenças crônicas
Não fume
O tabagismo, seja pelo cigarro tradicional ou pelo vape, faz extremamente mal para a saúde, aumentando o risco de desenvolver vários cânceres, doença cardíaca e diabetes.
Fumar apenas um cigarro de vez em quando também está associado às chances de ter as doenças. Se você já fuma, uma boa notícia: ao parar, os efeitos na saúde são quase imediatos e os malefícios da nicotina podem ser revertidos.
Ter amigos e conexões sociais fortes é essencial para manter a saúde mental e física
Priorize as conexões sociais
“Quando falamos de viver mais e melhor, tendemos a focar apenas no que podemos fazer com o corpo físico. Mas uma das principais descobertas na última década é o reconhecimento da importância da saúde espiritual e psicológica”, escreve o epidemiologista.
Pessoas solitárias e socialmente isoladas têm risco mais alto de morrer mais cedo, e também de desenvolver doenças cardíacas, AVC, demência, ansiedade e depressão.
“Se você quer ter longevidade, construa e mantenha conexão com outras pessoas”, aconselha o especialista.
