Motorista morto ao bater de frente com ônibus faria aniversário na 5ª

O mestre de obras Valdivaldo Cândido da Costa (foto em destaque) dirigia uma caminhonete e morreu após bater de frente com um ônibus no Park Way, no Distrito Federal, na manhã desta terça-feira (2/1). Pai de duas meninas, o homem completaria 52 anos na próxima quinta-feira (4/1).

Rodrigo Pereira Vaz, primo da vítima, comenta que o motorista passou o feriado de Ano-Novo em uma chácara e estava indo para o Gama por conta do trabalho.

De acordo com testemunhas, o carro invadiu a pista contrária antes de bater no ônibus. Outras 15 pessoas que estavam no coletivo foram socorridas com ferimentos leves.


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“Só tive memórias boas com meu primo. Era um paizão. Nada de ruim para falar dele, só pensamentos positivos. Ele planejava comprar uma chácara agora, vendeu a casa dele para comprar. Ele ia construir uma casa nova para a família porque somos muito unidos. É muito difícil”, afirmou Rodrigo.

Veja entrevista com o primo do motorista: 

Carro na contramão

Testemunhas disseram à reportagem que a caminhonete seguia pela pista contrária, atravessou o canteiro central, invadiu a outra via e bateu de frente com o ônibus.

“Foi rápido demais. O carro veio de frente, na contramão”, disse a passageira do ônibus Marta Vieira de Oliveira, de 60 anos.

A mulher, que bateu a cabeça duas vezes na colisão, acrescentou que o motorista do ônibus tentou desviar e foi parar no canteiro central. “Se ele não tivesse tirado rápido, teria morrido todo mundo.”

O motorista do ônibus, Joanilson Filho de Oliveira, de 40 anos, contou que se assustou e jogou o veículo para a direita.

“Ele [o motorista da caminhonete] passou por cima do canteiro e, quando eu vi, eu passei também. Os passageiros, como é de costume, ficaram um pouco angustiados, alguns tiveram arranhões superficiais e foram levados para o hospital.”

Feridos

O ônibus envolvido no acidente é da União Transporte Brasília e fazia a linha 4004 (Pedregal-Brasília).

Seis passageiros foram encaminhados para o Hospital de Base e outros cinco, para o Hospital de Santa Maria. Quatro receberam atendimento no local, sem gravidade.

O motorista do ônibus disse que, em 18 anos de profissão, nunca se envolveu em um acidente tão grave. “É um sentimento ruim passar por uma situação dessa, carregando vidas. A gente se sente ruim, mas, infelizmente, a gente está sujeito a isso no trânsito.” Ele sofreu ferimentos leves nas pernas.

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