O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Distrito Federal, deputado distrital Hermeto (MDB), promete fazer um trabalho diferente daquele apresentado por Eliziane Gama (PSD-MA) no Congresso Nacional. Avaliando que os parlamentares federais fizeram uma “CPI para as redes sociais”, com relatório politizado, o relator da Câmara Legislativa quer apresentar um documento, segundo ele, mais técnico.
“Eu acho que a CPI do Congresso foi muito politizada. Foi uma CPI para as redes sociais. O deputado falava uma coisa e já postava no TikTok, no Instagram, enfim. Aqui, eu não vou tendenciar para isso. A relatora lá teve uma postura, eu vou ter outra”, afirmou Hermeto.
O relator da CPI do DF criticou, ainda, a “guerra política” de deputados de esquerda e direita, que, segundo ele, querem indiciar nomes que avaliam como culpados pelo 8 de Janeiro levando em conta o pensamento ideológico.
“É aquela guerra política na qual eu não vou entrar. Vou entrar em um aspecto técnico. Os delegados estão me assessorando para conduzir o relatório da melhor forma possível, tecnicamente. Se alguém for indiciado, vai estar escrito lá o por quê dele ter sido indiciado e qual o artigo que foi indiciado. E não tem pressão que venha que mude isso. Eu aguento pressão, não tenho problema nenhum.”
Como o Metrópoles mostrou, a CPI do DF também terá mais de um relatório. Até três documentos podem ser apresentados. Um oficial, mais ao centro, e dois alternativos, de deputados de esquerda e de direita. Os documentos, porém, devem ficar “na manga” dos distritais, que só devem apresentá-los caso não concordem com o texto lido por Hermeto.
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Hermeto (MDB) é relator da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do DF Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Hacker Walter Delgatti Neto participa da oitiva dos antidemocráticos do 8 de Janeiro da CLDF 1
Deputados distritais na oitiva de Walter Delgatti Breno Esaki/Metrópoles
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Segundo o relator, deputado Hermeto (MDB), “O arcabouço do relatório final dos trabalhos já está pronto e será apresentado em reunião fechada com os titulares da comissão no dia 30 de outubro” Vinícius Schmidt/Metrópoles
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CPI dos Atos Antidemocráticos ouve cel. Klepter Rosa. Brasília
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Deputado Distrital Hermeto
Deputado distrital Hermeto (MDB) Hugo Barreto/Metrópoles
Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro chefe do GSI depõe na CPI dos Atos Antidemocráticos do dia 8 de Janeiro, na CLDF 2
General Gonçalves Dias depõe à CPI dos Atos Antidemocráticos, da CLDF Breno Esaki/Metrópoles
General Dutra na CPI da CLDF
General Dutra foi ouvido na CPI da CLDF. Ele pode ter pedido de indiciamento aprovado André Duarte/Assessoria Chico Vigilante
Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro chefe do GSI depõe na CPI dos Atos Antidemocráticos do dia 8 de Janeiro, na CLDF 3
Breno Esaki/Metrópoles
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa (CLDF), ouve o depoimento da Ana Priscila, na manhã desta quinta-feira (28/9). Ela é apontada como uma das lideranças do movimento bolsonarista, que invadiu os prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa (CLDF) ouviu o depoimento de Ana Priscila, na manhã de quinta-feira (28/9). Ela é apontada como uma das lideranças do movimento bolsonarista, que invadiu os prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro Hugo Barreto/Metrópoles
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O major do GSI José Eduardo Natale Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Presidente vai pedir prorrogação de prazo da CPI Francisco Dutra / Metrópoles
general Augusto Heleno CPI dos Atos Antidemocráticos CLDF
Hugo Barreto/Metrópoles
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O autônomo Armando Valentin Settin Lopes de Andrade, 46 anos, acabou detido em flagrante horas depois de participar da invasão às sedes dos Três Poderes Eurico Eduardo / Agência CLDF
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“Não vou comentar o depoimento do general aqui. Mas houve operação com 500 policiais militares ali parados, esperando autorização do Exército para retirar o acampamento. Alguém vir aqui e dizer que [a PMDF] não agiu, [que] não era atribuição [dela], [que] não estava fazendo, é meio complicado. Precisa ser apurado por essa CPI”, afirmou Hugo Barreto/Metrópoles
Na ocasião, Cid também fez uso do direito ao silêncio, em praticamente toda a oitiva Breno Esaki/Metrópoles
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Mesmo com a pressão em cima do trabalho de Hermeto, a expectativa é de que o deputado apresente um texto final que consiga trazer pontos de concordância entre direita e esquerda, indiciando alvos das duas vertentes políticas, como, por exemplo, generais do governo passado e membros da atual gestão. Assim, o relatório deve ser aprovado pela maioria.
O documento deve ser apresentado e votado em novembro. Uma reunião entre distritais aconteceria na próxima segunda-feira para debater o esqueleto do relatório, mas ela foi cancelada. Sendo assim, ele vai direto para a votação dos membros da CPI.
Outro cenário que se encaminha é o indiciamento de mais de 100 pessoas, mais do que o documento do comitê que tratou do mesmo tema no Congresso Nacional.
CPI no Congresso
A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), apresentou um documento com mais de mil páginas pedindo o indiciamento de 61 pessoas, entre civis e militares.
Na lista, constam nomes como o do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, e do ex-chefe da Ajudância de Ordens Mauro Cid.