STF analisa prisão de Vorcaro e socorro ao BRB é contestado pela oposição no DF

O Banco Master e as repercussões da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro seguem pautando Brasília nesta semana. O caso ganhou novos contornos após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro com autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, que negou ter recebido os contatos. Já a defesa do empresário pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação sobre o vazamento do material.

A divulgação fez o Supremo voltar ao centro da crise, após ter conseguido diminuir a pressão com a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso. A Corte analisa a partir desta sexta-feira, 13 de março, a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Vorcaro. O julgamento ocorre na segunda turma, via plenário virtual, e pode se estender até o próximo dia 20.

A decisão de Mendonça resultou em uma operação que incluiu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, além do bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 milhões.

O caso Master também chegou à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O deputado distrital Fábio Félix (PSOL) confirmou à Agência Pública que a oposição deve se reunir no início desta semana para discutir medidas contra o uso de imóveis públicos para cobrir as perdas do Banco de Brasília, o BRB.

O socorro aprovado pela CLDF na última terça-feira (3), permite que o BRB consiga até R$ 6,6 bilhões em empréstimos e autoriza o governo do Distrito Federal a oferecer até nove terrenos públicos como garantia para conseguir o crédito. Entre eles, está a Gleba A, área da Terracap na Serrinha do Paranoá, considerada de proteção ambiental.

No Senado, a CPMI do INSS retoma os trabalhos após o cancelamento da última reunião por doença do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Os depoimentos foram reagendados para esta segunda-feira, 9 de março, incluindo o do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.

Na quinta-feira, 12 de março, a comissão deve votar requerimentos de convocação e quebra de sigilo, inclusive do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (4). Senadores querem esclarecer o papel de Zettel no esquema investigado e analisam a quebra de seus sigilos fiscal e telefônico.

Também será votada a convocação do CEO do Banco C6 Consignado, Marcelo Kalim. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também avalia pedir ao STF a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) articula uma agenda mais flexível ao longo de março. O objetivo é flexibilizar o calendário para permitir as articulações políticas voltadas para as eleições de 2026. A proposta, negociada com lideranças partidárias, prevê apenas uma semana totalmente presencial e, nas demais, votações em modelo híbrido. A estratégia deve ser discutida em reunião de líderes marcada para esta segunda-feira (9).

A Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania da Câmara também vai realizar nesta terça-feira, 10 de março, uma audiência pública para discutir a PEC 221/19, que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participará do debate para apresentar avaliações do governo sobre os possíveis impactos da medida.

Estão na agenda da semana de 9 a 13 de março:

DIREITOS HUMANOS

MEIO AMBIENTE

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

SAÚDE

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF.

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