O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), segue conduzindo uma investigação sigilosa sobre supostas manipulações de emendas orçamentárias pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). As informações foram divulgadas pelo jornalista Tales Faria, do UOL.
Em depoimento à Polícia Federal (PF), o deputado José Rocha (União-BA) afirmou que Lira teria interferido para redirecionar R$ 320 milhões em emendas parlamentares para Alagoas, seu estado natal. Rocha, que presidiu a Comissão de Integração Nacional, relatou que, em 12 de dezembro, tentou cumprir uma determinação de Dino para identificar os autores das emendas propostas pela comissão. No mesmo dia, Lira, então presidente da Câmara, emitiu um ato suspendendo a reunião.
O depoimento de Rocha reforça as suspeitas de que Lira teria agido pessoalmente para impedir a rastreabilidade dos recursos, contrariando decisão do STF. A investigação conduzida por Dino pode impactar diretamente os planos políticos do ex-presidente da Câmara, tanto em seu estado quanto em eventuais articulações nacionais. Além disso, a apuração pode influenciar sua possível indicação em uma reforma ministerial que o presidente Lula deve promover nas próximas semanas.
O avanço das investigações representa um novo obstáculo para Lira, que enfrenta pressões dentro e fora do Congresso Nacional. O desdobramento do caso pode definir os rumos de sua carreira política e o impacto das suspeitas na cena política nacional.
