Vigia que riscou carro não poderá voltar a estacionamento no Lago Sul

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concedeu liberdade provisória ao vigia de 54 anos preso em flagrante por arranhar um carro com chave de fenda e extorquir motoristas no estacionamento do Gilberto Salomão, no Lago Sul. A audiência de custódia do preso ocorreu na manhã desta sexta-feira (27/10).

O juiz responsável por analisar o caso determinou que o investigado use tornozeleira eletrônica e não frequente mais o Gilberto Salomão nem arredores do centro comercial, em um raio de 500 metros, até o fim da tramitação do processo. Caso descumpra a decisão, ele poderá ter a prisão preventiva decretada.

O vigia, identificado apenas como “Ricardo” por frequentadores da região, foi detido nessa quarta-feira (25/10), acusado de danificar um veículo depois que o dono do automóvel recusou serviços de limpeza do vigia no estacionamento do shopping. Imagens de câmeras de segurança do centro comercial filmaram a ação dele.

Assista:

 

Delegado-adjunto da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), Maurício Iacozzilli detalhou que o vigia havia cometido, anteriormente, crimes de menor potencial ofensivo, como dano, lesão corporal, briga e ameaça.

No caso mais recente, Ricardo riscou o carro da vítima nas laterais e na parte traseira com uma chave de fenda. No momento da prisão em flagrante, ele estava com a ferramenta usada para danificar a lataria do automóvel e uma faca.

Além disso, durante as investigações, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descobriu que o vigia atuava “como um verdadeiro dono da rua, impedindo que motoristas que não contratassem o serviço de lavagem estacionassem no local”.

Os investigadores verificaram, ainda, a existência de denúncia anônima anterior contra ele, com detalhes de ação parecida. Contudo, até esta semana, não o tinham identificado.

Credenciamento

O Sindicato dos Guardadores e Lavadores de Veículos do Distrito Federal (Sindglav) informou que o flanelinha não está credenciado junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet) para exercer a profissão.

O cadastro de flanelinhas é necessário para o governo mapear ações no sentido de reinserir os trabalhadores no mercado profissional, bem como implementar e operacionalizar políticas públicas de emprego, geração de renda, empreendedorismo e qualificação profissional.

Estima-se que mais de 12 mil pessoas façam parte da categoria no DF atualmente. Após o cadastramento, a Sedet fornece crachás de identificação, com foto, que devem, obrigatoriamente, ser usados por todos que atuam como flanelinhas nos estacionamentos da capital do país.

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