Uma disputa judicial por terras em Maceió/AL ganhou contornos dramáticos na manhã de 10 de março. A proprietária da Fazenda Catolé, uma idosa de 79 anos, precisou ser levada às pressas para a emergência da Unimed Maceió após passar mal durante a entrada de pessoas ligadas à empresa Amorim Barreto Engenharia Ltda. em sua propriedade, ação que, segundo familiares e testemunhas, ocorreu sem a apresentação de qualquer mandado judicial.
A proprietária da fazenda acionou a Polícia Militar por meio do chamado nº 1465, registrado às 9h05. Segundo relatos de familiares, ao chegar ao local, o tenente Túlio teria se reunido com o advogado e com o gerente da empresa Amorim Barreto Engenharia Ltda., que também se encontravam na propriedade. Ainda de acordo com esses relatos, o oficial não teria acolhido o pedido da idosa e passou a atuar em conjunto com os representantes da empresa, solicitando o reforço de mais cinco viaturas para o local.
A ampliação do aparato policial, segundo relatos de pessoas que estavam na propriedade, acabou agravando o ambiente de pressão e insegurança. Pouco depois, a proprietária, abalada com a movimentação dentro da fazenda, passou mal e precisou ser socorrida.
O episódio amplia as críticas à forma como o Judiciário alagoano tem conduzido disputas fundiárias no Estado. Para familiares e advogados que acompanham o caso, a situação na Fazenda Catolé evidencia falhas graves na condução judicial do conflito, já que a intervenção ocorreu no local sem a apresentação de qualquer ordem judicial.
