O Santos precisava de uma resposta depois de uma sequência de resultados que não acompanhavam a evolução apresentada dentro de campo. Na Venezuela, ela veio. A goleada por 4 a 1 sobre a Universidad Central, nesta terça-feira, pelo playoff da Copa Sul-Americana, foi construída com autoridade e mostrou um Peixe mais leve, organizado e eficiente.
Mesmo sem Neymar e Gabigol, o time de Cuca controlou a partida, criou oportunidades, envolveu um adversário tecnicamente inferior e praticamente encaminhou sua classificação às oitavas de final da competição. Mas a vitória também exige cautela.
O Santos fez sua parte e merece os elogios pela atuação. Porém, a UCV apresentou limitações defensivas que facilitaram o trabalho santista. A goleada não pode servir como prova definitiva de que todos os problemas foram resolvidos.
Cuca acerta ao deixar Santos mais ofensivo
Depois de uma boa atuação contra o Botafogo, mas sem o resultado esperado, Cuca manteve a ideia de um Santos mais agressivo.
A equipe teve mais presença no campo ofensivo, ocupou melhor os espaços e contou com jogadores tecnicamente capazes de desequilibrar.
Gabriel Bontempo foi novamente importante, participando da construção das jogadas e aparecendo na área para abrir o placar. Gabriel Menino cresceu durante a partida, Christian Oliva controlou o meio-campo e Barreal voltou a ser uma das principais armas ofensivas.
A diferença para o jogo contra o Botafogo esteve justamente na eficiência. No Nilton Santos, o Santos criou e desperdiçou. Na Venezuela, criou e marcou.
Ataque responde, mas adversário ‘ajudou’
Um dos principais pontos positivos foi o retorno dos atacantes ao caminho dos gols. Thaciano encerrou um período sem marcar, Rony também voltou a balançar as redes após jejum e o setor ofensivo mostrou mais confiança.
Barreal foi novamente decisivo, participando das principais jogadas ofensivas. A movimentação do argentino deu ao Santos uma alternativa constante pelo lado esquerdo e abriu espaços para os jogadores que chegavam de trás.
Mas é preciso colocar a atuação em contexto.
A UCV permitiu espaços que equipes mais qualificadas não costumam oferecer. A defesa venezuelana falhou em diversos momentos e facilitou gols que talvez não apareçam com tanta frequência em jogos do Campeonato Brasileiro.
Defesa ainda precisa de atenção
Se o ataque foi a grande notícia positiva, a defesa deixou um pequeno alerta. O Santos praticamente não sofreu durante boa parte da partida, mas voltou a cometer um erro que resultou em gol adversário. Moisés falhou na saída de bola e permitiu que a UCV diminuísse a diferença nos minutos finais.
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Foi um lance isolado, mas serve como lembrete.
Cuca tem conseguido melhorar a organização coletiva da equipe, mas erros individuais continuam sendo um problema que pode custar caro em partidas mais equilibradas.
Vitória importante, mas sem empolgação exagerada
O Santos sai da Venezuela com confiança renovada. A equipe mostrou que pode competir, controlar jogos e encontrar soluções mesmo sem seus principais nomes. A classificação está encaminhada, o ataque voltou a funcionar e alguns jogadores ganharam confiança, mas o desafio real ainda está pela frente.
A UCV era um adversário inferior tecnicamente, e o Santos aproveitou essa diferença. Contra equipes mais fortes, será necessário repetir a intensidade, a organização e a eficiência mostradas na Venezuela. A goleada é motivo para comemorar. Não para acreditar que tudo está resolvido.
Situação do Santos na Sul-Americana
Com a goleada por 4 a 1, o Santos pode perder por até dois gols de diferença na próxima terça-feira, na Vila Belmiro, para garantir a classificação às oitavas de final da Copa Sul-Americana. A decisão acontece na próxima terça-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro. Quem avançar enfrentará o Macará, do Equador, na próxima fase da Copa Sul-Americana.
Quando o Santos joga?
O Santos volta a campo no sábado, às 18h30 (de Brasília), quando recebe a Chapecoense pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro.
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