Sabatina de Jorge Messias e fim da escala 6×1 são os destaques de Brasília esta semana

Brasília se volta esta semana para a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga de Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado. A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está prevista para esta quarta-feira (29), às 9h. O nome de Messias chega à análise em meio a articulações políticas intensas. O governo afirma já contar com votos suficientes para aprovação, enquanto a oposição indica resistência. A expectativa é de uma sessão movimentada, com apoio de parte do Supremo e de lideranças religiosas, além de negociações em torno do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. 

Na Câmara dos Deputados, o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 continua ganhando força com a previsão de instalação da comissão especial que analisará a proposta. A iniciativa ocorre após o aval da CCJ, que considerou constitucional a tramitação da matéria, abrindo caminho para a discussão de mérito entre os parlamentares. A nova comissão deverá avaliar diferentes propostas que tratam da redução da jornada de trabalho, incluindo modelos que preveem quatro dias semanais ou a diminuição gradual da carga horária ao longo dos anos. 

A articulação política em torno do tema será um dos principais desafios do presidente da Câmara, Hugo Motta, que busca definir os nomes para relatoria e presidência da comissão. Apesar do envio de um projeto pelo Executivo com pedido de urgência, a tendência é que o debate siga o ritmo da proposta de emenda à Constituição, permitindo negociações mais amplas dentro do Congresso.

No Supremo, os ministros retomam nesta terça-feira (28) o julgamento do caso do fotojornalista Sérgio Silva, que perdeu a visão de um dos olhos após ser atingido por bala de borracha durante uma manifestação em São Paulo, em 2013. A Corte analisa se o Estado deve indenizar o profissional, com possibilidade de fixação de pensão vitalícia e pagamento por danos morais. Até o momento, o placar está dividido, e o voto da ministra Cármen Lúcia pode ser decisivo para o desfecho do caso, que também levanta discussões sobre responsabilidade estatal e liberdade de imprensa em contextos de protesto.

Os ministros também devem julgar nesta quarta-feira (29), a ação que questiona o monitoramento das redes sociais de parlamentares e jornalistas. Segundo a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), cerca de 116 parlamentares tiveram seus perfis monitorados. O caso envolve também a produção de relatórios com base em publicações feitas na internet, o que, segundo o Partido Verde (que entrou com a ação), pode ferir a liberdade de expressão e o livre exercício do trabalho dos profissionais monitorados. Há também dúvidas sobre o uso de dinheiro público para esse tipo de atividade.

Estão na agenda da semana de 27 a 30 de abril:

DIREITOS HUMANOS

MEIO AMBIENTE

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

SAÚDE

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

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