Semana tem avanço nas investigações do Master, PL Antifacção e julgamento do Caso Marielle

A semana começa com o avanço das investigações sobre o Banco Master. A CPMI do INSS marcou para essa segunda-feira (23) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição liquidada pelo Banco Central. Já na terça (24), ele também é esperado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em um segundo depoimento no Senado. Vorcaro deve prestar esclarecimentos sobre empréstimos consignados, após a suspensão de 250 mil contratos por falta de documentação. O ministro André Mendonça, do STF, decidiu que o comparecimento de Vorcaro seria facultativo, por ele estar na condição de investigado. As fraudes envolvendo o Banco Master podem chegar a R$ 17 bilhões, segundo estimativa da Operação Compliance Zero.

Ainda na terça, a CPI do Crime Organizado deve ouvir o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. A comissão quer esclarecimentos sobre a possível utilização das redes sociais Facebook e Instagram em golpes e atividades ilícitas. Segundo o relator, anúncios de fraudes e produtos proibidos podem ter financiado organizações criminosas. Documentos indicam faturamento de cerca de US$ 16 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 83 bilhões, com esse tipo de publicidade apenas em 2024. A CPI investiga a atuação de facções e milícias no país.

Na Câmara, a decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de manter Guilherme Derrite (PP-SP) na relatoria do PL Antifacção aumentou o atrito entre governo e oposição. O projeto, alterado pelo Senado, passou a trancar a pauta do plenário. Os parlamentares devem votar o texto na quarta (25) para destravar os trabalhos legislativos. Governistas defendem agilidade, mas criticam a condução da relatoria. Deputados ainda precisam decidir se mantêm as alterações ou retomam a versão anterior.

No STF, será retomado o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, assassinados em 2018. A 1ª Turma analisará a denúncia contra os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão. Outros três agentes públicos também respondem por participação no planejamento e acobertamento do crime. Em 2019, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos como executores. Lessa firmou delação premiada em 2023, o que impulsionou as investigações.

Estão na agenda da semana de 23 a 27 de fevereiro:

DIREITOS HUMANOS

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

SAÚDE

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores aos domingos e segundas, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

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