O Pato Merlin se tornou uma das mais recentes sensações do futebol mundial. O animal doméstico, apelidado por causa do personagem de mesmo nome das lendas do Rei Arthur, viralizou nas redes sociais depois de acompanhar sua família durante os jogos da Copa do Mundo sediados no México.
A popularidade do pato tomou proporções impressionantes depois que fotos e vídeos compartilhados pelos fãs começaram a tomar conta das mídias. Sem perder tempo, as lojas de comércio mexicana já começaram a vender produtos e itens personalizados do pato, com camisas de diferentes seleções que participam da Copa.
A repercussão foi tanta, que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que convidaria os tutores de Merlin para o Palácio Nacional, durante uma coletiva de imprensa. Segundo a presidente, o pato deveria ser tratado como um símbolo nacional, por incorporar a hospitalidade, a harmonia e a natureza alegre dos mexicanos.
Na última segunda-feira, Karla Gómez e seu filho, Cristian, levaram o pato Merlin ao início da Conferência Popular no Palácio Nacional, em uma cena que chamou a atenção pela postura comportada do animal, que vestia uma camisa da seleção mexicana e uma faixa da Fifa.
“É uma honra estar aqui com vocês e permitir que o mundo inteiro conheça a parte bonita de ser mexicano. Sinto que viralizamos por esse motivo: porque viram uma família trabalhadora, que se levanta todos os dias para manter seu sustento. Estão vendo essa parte bonita e bem pequena do que realmente somos”, disse Karla Gómez, durante a conferência.
Na última quarta-feira, Vidal Llerenas Morales, chefe do Instituto Mexicano de Propriedade Industrial (IMPI), comunicou que os direitos autorais de Pato Merlin foram oficialmente reservados à família, depois que Karla Gómez confirmou que registrou o nome do animal com apoio do governo mexicano. “É fato público e notório que Merlin, o pato, é um animal de estimação da família de Karla Ivette Gómez, proprietária da marca”, escreveu Morales, em suas redes sociais.
A confirmação do diretor do IMPI dá fim às controvérsias comerciais que giravam em torno do nome de Pato Merlín. O influenciador Poncho de Nigris chegou a oferecer 600 mil pesos mexicanos (cerca de R$ 180 mil) para comprar o animal doméstico. Além disso, um homem desconhecido teria patenteado o nome “Pato da Sorte” no instituto, se antecipando à família tutora de Merlin.
Apesar dos percalços, a medida legal garantiu que os benefícios econômicos em torno do pato, que recentemente foi nomeado embaixador da Cidade do México, sejam exclusivos à família de Karla. Agora, além de sua vida diária como mãe trabalhadora, a tutora tem em suas mãos um fenômeno cultural de Copa do Mundo para conciliar.
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